- Letras

Da Vastidão Pampeana

 (Florestas Sulistas)

Da vastidão pampeana
Ergue-se a alma castelhana.
Buenachas tradições
O Rio Grande é a nossa pátria
Buenachas tradições
O Rio Grande é a nossa pátria
Sulistas!
Entre os pampas e as Taperas
Varando em tranco!
Em reculata das tradições
Zunindo nas vastidões dos pampas
Peleando e talhando os inimigos flacos
de meu pago amado
Guapo e orgulhoso um caudilho combatente
Jamais nos esqueceremos dos soldados farroupilhas.


Escura Água do Tempo/Vida.

(Poema Funeral...)

Com a escura água do Tempo,
Meus Olhos aprenderam a negar a vida
Não possuo mais forças para me manter em pé
Meus gritos rasgam o céu.

Acorde-me desta vida miserável
Deixe me partir com o vento
Tento sufocar o passado
Mas as lembranças abrem os cortes de meus pulsos

Para deixar o sangue pingar
Para acordar desta vida
Turve meus olhos água escura
 Leve-me para longe. 


Último suspiro.
(Poema Funeral...)

São lembranças, de uma vida que jamais será lembrada.
Houve um tempo em que eu cantava com a chuva,
Transmutava-me na Floresta,
E meus olhos escureceram para a vida.

Deixei-me guiar pelo vento,
Joguei fora a chave da dimensão que me isola do mundo.
Quebrei a esperança,
Para jamais crer novamente.

Caminhei lentamente sobre a vida,
Sentindo a imortalidade dos momentos.

A fraqueza de meu corpo diante ao tempo,
Não desvaloriza a importância do momento.

Devo deixar a visão apreciar o caminho...
No paladar, o último gole de vinho.
Ouvi a chuva cessar
E o vento a ressoar, o seu último suspiro.

Vale.
(Poema Funeral...)

Esperei durante longos meses
Esta árvore secar,
O céu novamente turvar,
Para observar o pássaro me observar.

Diziam-me para conhecer o mundo,
Como? Se nem ao menos desvendei meu vale
Dia após dia ergue-se uma planta deste chão
Surpreendi-me com uma flor.

Flor que me dediquei a cuidar
Admirar, e acompanhar ela crescer.
Tão inocente flor,
Me deste os motivos para manter-me no meu vale.

Tradições Ancestrais
(Poema Funeral...)
Letra de: Nekromanthorn


Tempos atuais corroídos por vermes
Que fazem sangrar toda terra
Vermelha com o sangue dos combatentes
Pura vergonha

Olvidando um passado de glorias
Uma historia que não mais ressurgirá
Degoladores de covardes
Esquartejadores de mentirosos

Pagãos e opositores
Brutais e sanguinários!
Surgiram tradições hoje mortas
De um passado glorioso e mortal!

Insanidade ancestral
Desespero diante o festim de sangue!
O passado de uma tradição imortal!
Supremacia meridional

Orgulhamo-nos de sua tradição hoje morta!


Hiemal Floresta!
(Sem Álbum)

Hiperbólica transcendência dos senhores das Terras
Como absolutos lobos, nós vagamos!
Por caminhos gélidos, de montanhas que nos transmitem
A mais pura essência!

Um novo conceito nasce da Terra
Mutação do plasmar sintético,
Gerador de abstrata energia
Qu`stão fundadora dos planos.

Eu novamente me ponho aqui
Ao lado destas indivisíveis questões
Que me levam a indeterminadas sugestões
Ligadas a pura complexidade dos anions que me guiam.

E esta atmosfera plurifica-se ao espaço
Relativo ao ciclo cinético desta floresta
Que lançam as mais incompreensivas afirmações ao infinito
Eis a nova dimensão divergente!

Hiemal Floresta!
Meus olhos misantrópicos expandem-se
Meu espírito ceifador adentra este novo mundo
Entre um momento... Um desejo de impulso, sufocado pela minha eterna inércia!

Propago-me em ecos do passado,
No vento, nos raios e na chuva desta hiemal floresta!